Programa de Gestão Socioambiental nas Escolas
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
2º ENCONTRO CATARINENSE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Para promover a troca de experiências entre os segmentos da sociedade e identificar o que vem sendo desenvolvido a partir do Programa Estadual de Educação Ambiental (ProEEA/SC), a Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) e Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (Ciea/SC) realizam, entre os dias 18 e 19 de setembro, o 2º Encontro Catarinense de Educação Ambiental, voltado para representantes das principais instituições públicas e privadas ligadas à questão ambiental. O encontro será no Teatro Governador Pedro Ivo, em Florianópolis.
O Encontro terá como objetivo promover a troca de experiências entre os segmentos da sociedade e identificar o que vem sendo desenvolvido a partir dos dois primeiros eixos do ProEEA/SC: FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL e DESENVOLVIMENTO DE ESTUDOS, PESQUISAS E EXPERIMENTAÇÕES
DATA E LOCAL
2º Encontro Catarinense de Educação Ambiental
18 e 19 de setembro
Teatro Governador Pedro Ivo
Centro Administrativo - Rodovia SC 401, 4600, km 5 - Saco Grande II
Florianópolis/SC - CEP 88032-000
INSCRIÇÕES
Este encontro é destinado prioritariamente aos educadores das instituições que compõe a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental, limitado ao número de até 500 participantes. Após 15 de agosto, serão disponibilizadas as vagas que não forem preenchidas para outros participantes.
Inscrições devem ser feitas pelo e-mail inscricoesciea@sds.sc.gov.br .
Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental de Santa Catarina – CIEA/SC
Presidente CIEA/SC - Rejane Varela
Gerente de Planejamento e Educação Ambiental – SDS
Contato: (48) 3665 4252 - rejane@sds.sc.gov.br
Analista Técnica em Gestão de Desenvolvimento Sustentável - Maureen A. Gonçalves
Contato: (48)3665 4267 - maureen@sds.sc.gov.br
Centro Empresarial Office Park - Bloco II - 4756
SC 401 Km5 - Saco Grande II - 88032005
SUBMISSÃO DE RESUMOS: CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO
Os resumos dos trabalhos, em português, devem conter claramente os objetivos, métodos, resultados e conclusões (se houver). O tamanho máximo deverá ser de 500 palavras. Deverão ser confeccionados em papel A4, margem superior e inferior de 2,5cm, esquerda e direita de 2,0cm, arquivos no formato .doc ou .docx – em modo de compatibilidade, com caracteres do tipo "Times New Roman". As páginas não deverão ser numeradas.
As informações do cabeçalho deverão ser centradas, e na seguinte ordem de apresentação:
1. Eixo ou Eixos Temáticos - PROEA à qual o trabalho está sendo submetido (corpo 12 negrito)
2. Título do trabalho em português e com letras maiúsculas (corpo 14 negrito)
3. Nome(s) do(s) autor(es), somente com as primeira letras maiúsculas (corpo 14 negrito)
4. Instituição(ões) que representa (corpo 12 negrito)
5. Subdivisões da Entidade incluindo e-mail, caso queira endereço completo (corpo 10 negrito)
6. A palavra RESUMO deverá ser centrada (corpo 14 negrito), e o texto deverá ser em corpo 12, num único parágrafo, com no máximo 500 palavras.
Os autores selecionados receberão instruções via internet sobre a forma de apresentação em forma de pôster.
Deverão ser cumpridos os seguintes prazos:
ENTREGA DOS TRABALHOS E RESUMOS: até 20 de agosto de 2012
1. Remessa da notificação de aceitação e instruções via internet sobre a apresentação em forma de PÔSTER dos 45 trabalhos selecionados pela comissão: a partir de 03 de setembro de 2012
2. Os demais trabalhos aceitos serão contemplados nos anais do evento.
TEMÁTICAS:
FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL - Propõe implementar programas de formação continuada em Educação Ambiental nos diferentes níveis de educação (Formal e Não-Formal), estimulando as parcerias entre os setores público, privado e social, por meio do reconhecimento, valorização e utilização do potencial das pessoas existentes no Estado de Santa Catarina, com experiência nas diversas linhas de ação da Educação Ambiental.
DESENVOLVIMENTO DE ESTUDOS, PESQUISAS E EXPERIMENTAÇÕES - As ações deste eixo focalizam, prioritariamente, as questões locais que enriqueçam a identidade cidadã, sensibilizando para a consciência crítica e contribuindo para o aperfeiçoamento da qualidade de vida. Assim, recupera a função social do conhecimento científico e valoriza o conhecimento local como saber ambiental, etnoconhecimento e o das comunidades tradicionais. A linha norteadora privilegia o fomento de estudos e pesquisas que visem diagnosticar a realidade das comunidades, levando ao desenvolvimento de articulações intra e interinstitucionais nas ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, prevenção e diminuição dos impactos ambientais negativos.
COMISSÃO CIENTÍFICA
Coordenadora: Profa. Msc. Hélia Farias Espinoza – UNIVALI
Prof. Esp.. José Matarezi - UNIVALI
Profa. Dra. Rosemy Nascimento – UFSC
Prof. Dr. André B. Siqueira - PPGE/UNISUL
Prof. Msc. Janaina Devi Pereira da Silva – FATMA
Prof. Msc. Bernardete Panceri – SAR/EPAGRI
terça-feira, 31 de julho de 2012
quarta-feira, 18 de julho de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
PGS Escola no II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica
O Klimata, através do seu Programa de Participação Cidadã - Sala Verde UFSC participou do II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica apresentando o Programa de Gestão Socioambiental na Escola. A ação objetiva disseminar o Programa e a metodologia proposta, cumprindo a seu objetivo de disseminar práticas e metodologias que promovam o fortalecimento do papel da escola como protagonistas na construção de uma sociedade social e ambientalmente mais equilibrada.
Um pouco da nossa Visão de Mundo
Para Kuhn, a evolução da ciência pode ser entendida como uma sucessão de períodos de "ciência normal" interrompidos esporadicamente por "revoluções científicas" que levam, lenta e gradativamente a "mudanças de paradigmas" que, para o autor pode ser entendido como aquilo que os membros de uma comunidade cientifica partilham e, inversamente, a comunidade consistiria em homens que partilham um paradigma (Thomas Kuhn, 1970, p.219).
Kuhn afirma que assumir um paradigma é essencial para as escolas científicas, estabelecendo regras e assegurando a definição de problema e suas soluções. A ciência normal só existe a partir dos paradigmas, que estabelecem o arcabouço teórico-filosófico que estrutura o trabalho dos cientistas e pesquisadores. Todavia, a partir do momento que estas soluções começam a ser questionadas, quando o paradigma dominante não mais oferece soluções aceitáveis aos problemas estudados, instala-se um momento de crise, debates e questionamentos sobre inseguranças e novas certezas.
revoluções científicas estabelecem novos padrões sociais, filosóficos, econômicos, padrões de relação com a natureza e entre os seres humanos, a forma como pensamos e enxergamos o mundo. Exemplos dessa afirmação podem ser identificados em diferentes momentos históricos, a exemplo das transformações geradas pela descoberta de Nicolau Copérnico, que publica na obra "Sobre as Revoluções dos Orbes Celestes" que a Terra gira em torno do Sol; ou as teorias publicadas por Isaac Newton na obra "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural” na qual Newton descreve a lei da gravidade; as teoria da relatividade de Einstein, ou as conclusões publicadas na obra "Sobre a Origem das Espécies" de Charles Darwin, na qual o autor descreve como a seleção natural e as mutações ao acaso determinam a evolução das espécies.
Todas estas revoluções enfrentaram sérios obstáculos para sua aceitação e resultaram em profundas transformações científicas, filosóficas e sociais. Todavia, embora existam vários exemplos destas revoluções, historicamente elas ocorrem excepcionalmente.
No artigo visões estreitas na educação ambiental, Brugger evidencia que as principais causas para a atual crise na relação da sociedade com a natureza podem ser a oposição sujeito-objeto / homem-natureza, além da crença no método científico analítico como única forma válida de conhecimento e a idéia que a vida é uma competição e que dinheiro e tecnologia garantem progresso material ilimitado.
Boff (2004) remete a crise ecológica à crise do paradigma civilizacional. Segundo o autor, uma visão reducionista de estar sobre as coisas e sobre tudo parece residir o mecanismo fundamental da crise civilizacional. A vontade de tudo dominar hoje nos faz assujeitados aos imperativos de uma Terra degradada.
Capra (1996) diz que “em última análise, esses problemas precisam ser vistos exatamente como diferentes facetas de uma única crise que é, em grande medida, uma crise de percepção.”
Neste contexto, a construção de um novo paradigma mostra-se como iminente e necessária. Este novo paradigma pode ser designado de diferentes formas, mas de forma geral traduz-se nas idéias de complexidade de Anthony Wilden e Edgar Morin.
Neste novo paradigma, os elementos sociais, ambientais e econômicos, bem como a necessidade de democratização do conhecimento devem interagir de forma holística para satisfazer o conceito de estado sustentável, capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer as futuras gerações.
A visão de mundo emergente e necessária é a imagem do mundo como possibilidade construída através de novos hábitos, valores e relações e, principalmente através de ações coletivas que considerem os diferentes fatores, processos e conseqüências inerentes a qualquer ação humana.
Segundo Capra (1996) na percepção da ecologia profunda, o novo paradigma é holístico e ecológico, reconhece a interdependência entre todos os fenômenos e que indivíduos e sociedades estão encaixados em processos cíclicos naturais. Em última análise, é uma percepção espiritual, na concepção onde o espírito humano é entendido como modo de consciência no qual o individuo sente-se pertinente, conectado com o cosmos, evidenciando que a percepção ecológica é espiritual em sua essência mais profunda.
Todavia, é importante considerar uma advertência que Morin faz a propósito da relação da teoria da complexidade como paradigma emergente em relação ao paradigma hegemônico, ressaltando que uma conversão teórica, qualquer que seja ela, pressupõe une démarche nascida dentro da própria lógica do paradigma hegemônico. Uma conversão teórica exige uma aproximação reflexiva em relação aos saberes (técnicos, científicos e filosóficos) que determinam o modo de pensar e de agir da sociedade moderna.
Em outras palavras, para acelerarmos a transformação em curso, necessitamos pensar, propor e implementar alternativas que resultem gradativamente na inserção e disseminação de novas ideias, valores, diretrizes, regras, princípios, enfim, novas formas de pensar e agir,a partir das estruturas e organizações já existentes.
A partir do cenário exposto, pode-se dizer que a concepção do Programa de Gestão Ambiental na Escola foi motivada a partir de uma visão de mundo, na qual a existência concreta de uma crise socioambiental contemporânea explicita a necessidade do ser humano repensar relações, valores, hábitos e o próprio pensar. Neste repensar, a escola representa um dos alicerces na construção de uma sociedade baseada em conhecimento. Todavia, em muitos momentos, a escola ao invés de transformar padrões, os reproduz, mantendo procedimentos, hábitos e técnicas que não favorecem a instalação de um novo paradigma socialmente justo, ecologicamente equilibrado e economicamente sustentável.
Desta forma, enfatiza-se a necessidade de pensar, propor e testar novas metodologias que contribuam para a transformação da escola, com vistas a criação de um ambiente de participação coletiva, que incentive a autonomia individual e a cidadania na construção de uma nova sociedade mais sustentável.
Marcadores:
Histórico do Programa,
Princípios
Local:
Florianópolis - SC, Brasil
Assinar:
Postagens (Atom)